quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Questões de Gênero na Infância - Brinquedos

Oi Pessoal,

A gente sabe que mesmo nos dias de hoje ainda é difícil encontrar homens desconstruídos, eu não to falando de homens vulgo feministos, estou falando de pessoas melhores, menos machistas, com a cabeça mais aberta, entende? 
A realidade é que ainda vivemos numa sociedade retrógrada e conservadora onde MUITAS pessoas pensam que lugar de mulher é na cozinha lavando louça e fazendo comida, que homem não tem obrigação nenhuma de fazer essas mesmas tarefas pq isso é coisa de mulher e muito menos cuidar dos filhos pq isso também é coisa de mulher



Ainda tem gente que acha que o cara já faz mais que o suficiente colocando o dinheiro dentro de casa e ela que se vire com o resto. É só olhar pros lados, não precisa ir longe não. É o seu vizinho, o seu irmão, o seu pai, o tio, o amigo, o primo, e até mesmo as mulheres fazem isso, por mais difícil que seja aceitar que muitas ainda pensem assim. 
Não amigos, essa não é a ordem natural das coisas. Nós mulheres não nascemos pra isso e vocês homens pelo simples fato de não gerar um filho na barriga não estão liberados da obrigação de cuidar deles tanto quanto a mulher. Não, amigos, o fato de você trabalhar fora não te dá direito de jogar todas as responsabilidades da casa na sua mulher (que pode ou não trabalhar fora também), afinal, você mora na mesma casa, você suja louça, usa o banheiro, come, caga.. enfim. Isso inclui os filhos homens.
Eu não estou aqui pra contar uma história verídica pra vocês de como chegamos nesse ponto. Pra isso é só você entrar no Google e numa breve pesquisa você vai entender de onde vem o machismo e toda a interferência dele na nossa vida. O fato é que precisamos aceitar que ele existe, está enraizado e será muito difícil mudar isso. Mas não impossível.



Eu acredito nos pequenos detalhes, eu acredito que a mudança começa por baixo, na infância, no brinquedo, no ensinamento. A sociedade vai continuar empurrando coisas goela baixo, a gente é forçado a engolir o tempo inteiro, mas eu, como futura mãe, não quero deixar a sociedade me engolir, muito menos engolir meu filho. Eu sei que por ser um menino ele já vai nascer privilegiado nessa sociedade que passa a mão na cabeça dos homens, mas eu preciso por ele e por mim fazer o meu melhor. E é por isso que acredito em coisas como criação com apego e a extinção da criação com gênero! Chega disso de "é de menino, é de menina". Chega de limitar universos e criar distinções.


Pra muitas pessoas isso soa como pura bobagem, mas é o principal, é a base. A criança é uma esponja, você aí adulto é o reflexo da sua infância. A gente aprende muita coisa durante a vida, muda muito, mas princípios básicos ficam enraizados lá no nosso subconsciente e isso é muito difícil de mudar e esses princípios foram passados pra gente lá atrás. De onde você acha que essa história que lugar de mulher é na cozinha, cuidando dos filhos, buscando um marido pra casar? 

Olha pros brinquedos de qualquer MENINA e me diz se você chega nessa conclusão sozinho! Reparou? As meninas brincam de boneca, de cuidar de nenéns, de cozinhar, ganham panelinhas, fogãozinho, ganham maquiagens de brinquedo e desde muito novas são jogadas no universo do consumismo, dos padrões de beleza. As meninas vivem sendo chamadas de princesas e bonecas, mas quando olham para as princesas e as bonecas são de longe parecidas com elas, e isso já nos diz: "Lute, pra um dia entrar nesse padrão, quem sabe, talvez. Toma aqui também esses vários manuais de como passar a vida tentando chegar lá vulgo revistas, comerciais de tv, modelos absurdas, filmes de romance etc etc etc". E depois nos chamam de fúteis. Mas no final das contas, nos ensinaram outras coisas? Nos ensinaram que podemos ser heroínas? Que podemos na verdade ser o que quisermos? Nos incentivaram a ser aventureiras? A sermos fortes e guerreiras? Não nos disseram nada disso. limitaram nosso mundo. Nos disseram mesmo que silenciosamente que pertencemos aquela pequena bolha e que ali viveríamos. E o feminismo estourou essa bolha pra mim. Talvez isso tudo fizesse mais sentido há alguns anos atrás onde o machismo era ainda pior e nossas mães e vós viveram essa realidade de que não existia outro lugar pra mulher Mas hoje existe. Hoje trabalhamos fora, trazemos dinheiro pra casa também, sustentamos famílias também, nos tornamos empreendedoras, ganhamos mais independência, estamos abrindo espaço na sociedade para nós. Esses brinquedos AINDA FAZEM SENTIDO? Queremos continuar ensinando esses conceitos?

"Ta legal, Elisa, mas seu filho é meninO. E aí? Você até agora falou do que não fazer com as meninas."Mas o que fazer com os meninos?" Parece difícil mas juro que não é.

Não rotulem pros seus filhos os dois universos. É de menina & de menino.

Qual é o problema do menino brincar de cozinha? Nossa, ele pode virar... hum... sei lá... cozinheiro? 

Qual é o problema de um menino brincar com um neném? Ai Elisa, ele pode virar... um BOM pai? 

Qual é o problema dele usar rosa? Oxi, nenhum, é uma cor como todas as outras.

Filhos do Thiago Queiroz - Paizinho, Vírgula
Via Facebook - Acompanhada de uma legenda maravilhosa! Vamos falar dele aqui no próximo post.

E se ele for mais sentimental ou mais delicado? Primeiro que isso é o que a gente quer. Tirar essa estigma de que mulher é frágil e homem é forte. Homens também podem demonstrar sentimentos e emoções e pasmem, homens podem chorar, que tudo bem. Retirar frases como "Seja homem, engole o choro, não aja como uma menininha" É ESSENCIAL!  Pq quando dizemos isso estamos ao mesmo tempo dizendo "Você é melhor que isso, você é melhor que elas". Vocês conseguem perceber? "Ah, Elisa, mas eu morro de medo do meu filho virar GAY por isso". Meu amor, se você tem preconceito, você também tem um problema. Se isso vai diminuir o seu filho perante seus olhos, quem precisa de tratamento na minha concepção é você e não seu filho. E outra, quantos homossexuais você conhece que tiveram uma criação padrão e mesmo assim são gays? Não é o jeito como você cria seus filhos que vai "torná-los" gays. Isso não existe. Incentivar que meninos sejam brutos e meninas delicadas gera um problema lá na frente. E a gente precisa olhar lá pra frente! Conseguem me entender?

Bom, já falei demais. Esse assunto é mesmo infinito e a gente ainda vai falar mais dele aqui, mas por hoje é só! Pra quem ainda quer ouvir mais sobre o tema, vou deixar vídeos que eu considero muito bons <3

Beijos :*













quarta-feira, 30 de novembro de 2016

E o aborto, hein?

Parece que esse é o assunto dos últimos dias devido esta notícia aqui: Supremo Tribunal Federal diz que aborto até o terceiro mês de gravidez não é crime! E aí parece que a timeline do facebook pipocou opiniões sobre o assunto. E eu vim aqui conversar com você sobre a minha opinião e motivos de ser a favor.




Você entende o que a ciência diz sobre isso? É um princípio de vida e não um bebê já formado que sente dor, tem consciência, memórias e noção de existência. Você sabe quem tem isso tudo? A possível mãe dessa possível criança. Essa mulher é uma vida concreta!



Agora vamos pensar sobre alguns FATOS: 

1. Abortos acontecem o tempo inteiro, só que mulheres com dinheiro pagam para ter um aborto seguro, mulheres sem dinheiro correm risco de vida num quarto escuro de um prédio qualquer. 

2. Mulheres (incluindo crianças) são estupradas a cada 11 minutos nesse nosso país.

3. Vimemos num país machista, onde o corpo feminino é objetificado e temos pouquíssimo poder sobre ele. 

4. Milhares de mulheres que engravidam estavam usando camisinha ou pílulas ou qualquer outro método contraceptivo, pois pasmem, eles não asseguram 100%.



5. A responsabilidade de cuidar dessa criança após o nascimento dela, segundo a nossa linda sociedade, aparentemente, cabe unica e exclusivamente a mulher. Afinal, me diz quantas mães você conhece que largaram os filhos com os pais? E quantos pais que largaram com as mães, pagam uma mísera pensão (quando pagam) e visitam de 15 em 15 dias (quando visitam)? Os homens tem total "liberdade" pra fazer isso sem serem crucificados. Já a mulher? Uma moça postou no facebook o seu relado de odiar ser mãe mas amar seu filho, conseguiram denunciar a página dela até ser retirada do ar. Fora os zilhões de cometários e xingamentos absurdos Por uma unica coisinha que vamos falar agora.



6. A sociedade ROMANTIZA a maternidade! Nos fazem acreditar que tudo é a coisa mais maravilhosa do mundo. Que já que nascemos com o poder de dar a luz isso tem que ser um dom e você tem que amar. Mas os pais? Bom, eles não dão a luz, certo? Eles podem só colocar o dinheiro dentro de casa e não trocar fraldas, afinal, isso é responsabilidade de quem? Da mulher óbvio. Isso está errado. A maternidade não tem que ser uma obrigação, e muito menos uma obrigação maravilhosa! Numa breve pesquisa na internet, ou até mesmo, numa breve conversa com uma mãe de uma criança de 3 meses, você vai conseguir relatos de muitas coisas além do "maior amor do mundo". Pergunte se o marido dela ajuda a cuidar da criança (trocando fraldas, pegando quando chora, ficando com a criança pra ela fazer necessidades básicas, ficando acordado de madrugada, etc etc etc...) Pesquise sobre puerpério e depressão pós parto e depois conversamos sobre o que é NORMAL.




7. Precisamos URGENTE praticar uma coisa chamada EMPATIA! Acidentes acontecem e a gravidez pode ser sim um acidente. E isso pode significar uma adolescente mal informada pela família, que nunca conversou sobre o assunto com nenhum parente, que não teve assistência de ninguém com informação, acabar engravidando na sua primeira transa, por exemplo. O que você vai dizer pra ela? "Se vira? Quem mandou abrir as pernas? Vai ter que virar mãe sim porque foi irresponsável? Problema é seu? Coloca pra adoção então! (Oii???)" Isso é ser "pró-vida? Ou então a menina foi estuprada. Ou então a menina estava usando pílula mas engravidou mesmo assim. Ou então a menina estava menstruada e achava que não se podia engravidar menstruada. Ou então essa mulher já tem 4 filhos mas precisa da autorização do marido pra fazer laqueadura. Enfim, não dá pra simplesmente falar "problema é seu, quem mandou?". Dá? Se na sua concepção dá, eu tenho uma coisa pra te dizer, e isso pode te chocar: Você não é pró-vida! Não é mesmo. Não é nem de longe.



8. Essa mulher pode não estar preparada psicologicamente para criar e cuidar de outro ser. Essa mulher pode não estar preparada financeiramente pra criar de outro ser. Essa mulher pode não estar psicologicamente e financeiramente preparada pra criar e cuidar de uma criança extremamente dependente dela pra tudo. Essa mulher pode ter sido abandonada pelo marido/namorado/parceiro, ou pode ter perdido o emprego, ou pode ter perdido alguém muito próximo. "Mas eu não tenho nada a ver com isso, o problema é dela, a questão é que ela é uma assassina!" (Já falamos aqui sobre o que é um feto no começo da sua existência, né? Ela não é uma assassina) Bom, se você não tem nada a ver com isso, você também não tem nada a ver com a decisão dela de simplesmente interromper uma gravidez que ela não desejou e não planejou. Existem milhões de possibilidades, as quais não tem como você imaginar como aquela mulher vai lidar com isso. E principalmente: você não tem direito e ou capacidade de julgar.

9. Contratamos menos mulheres pelo simples fato delas ENGRAVIDAREM! Sério, isso é real! Afinal de contas ela vai ficar 9 meses grávida, faltar por N motivos nesse meio tempo, com atestado, depois ela vai ficar 3 ou 4 ou 5 meses em casa cuidando da criança e só então você vai poder demitir ela. Afinal de contas ela ainda vai faltar mais milhões de vezes pra levar essa criança no médico e etc... E é assim que a sociedade pensa. E é isso que acontece com muitas mulheres que engravidam. Alias, mulheres grávidas conseguem EMPREGO???


Então as perguntas que você deve se fazer: Eu sou mesmo a favor da vida? Qual vida? Será que eu não estou selecionando a "vida" errada? Isso tem a ver com a minha religião? Se tem, eu devo sobrepor minha religião que é MINHA a outras pessoas que não tem nada a ver com ela? Esse assunto é mesmo sobre religião ou sobre saúde pública? Eu devo supor que todas as mulheres tem uma vida igual a minha? Eu consigo me colocar no lugar dessa mulher?

No mais, é sempre bom lembrar que NINGUÉM GOSTA DO ABORTO. E pra isso vou colocar aqui um texto que compartilhei via facebook:

"Ninguém gosta de aborto ou sonha um dia abortar. O aborto não é maneiro e ninguém acha que é.
Nenhuma menina vai transar pensando "dane-se a proteção, se eu engravidar, eu aborto". Nenhuma mulher que abortou conta sobre isso com um sorriso na cara se achando o máximo.
O aborto é uma solução para uma situação que começou errada. Pode ter sido um erro do casal que não se protegeu, pode ter sido um erro do método contraceptivo que falhou.
Quando um homem e uma mulher cisgêneros transam, não adianta: Sempre há a possibilidade de gravidez, por menor que seja. Camisinha fura, pílula falha, tabelinha engana, pessoas vacilam. A gravidez acontece.
E essa menina ou mulher que ficou grávida, se não desejar ter o filho e optar pelo aborto, obviamente, não o fara com alegria, porque era, sim, preferível não estar naquela situação. É um direito que se deve ter para uma situação que se espera (e se faz precauções) para nunca acontecer.
Aliás, tem, sim, um aborto feito com sorriso no rosto: o do homem, que larga a menina grávida e vai viver sua vida como se não fosse responsabilidade dele, como se não importasse se aquela criança vai nascer ou não; vai comer ou não; vai ser feliz ou não. Esse aborto, aos 3 meses ou aos 3 anos, esse é o que deveríamos combater."
~R Wilbert




Beijos :*

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Diário de Grávida - Roupas na Gravidez

Oi gente, tudo bem?

Hoje25 sem e 5 dias  ♥  6 meses
Previsão: 2 de março


Finalmente posso dizer que meus surtos de ansiedade estão BEM melhores! Aleluia! Hoje especificamente não tenho nenhuma novidade sobre a gravidez em si. Gael se movimenta horrores aqui dentro, mas ao contrário do que algumas grávidas dizem, ainda não consigo identificar quando é um pé, uma mão e etc. Tenho um batalhão de exames marcados pro começo de dezembro e consultas com os dois obstretas que estão me acompanhando. Até lá, vamos falar de coisas "aleatórias". Quando você menos espera a sua barriga vai dar um salto! rs Funciona basicamente assim mesmo, num dia ela era um ovinho e aí você pisca e ela já é um mamão, e pisca de novo é um melão e aí vira uma melancia pequena do nada e eu nem sei como vai ser quando virar uma daquelas enormes! hahahahahaha


Apenas um mês de diferença entre as duas fotos. Out > Nov


- Sobre roupas na gravidez! -
A verdade é que isso logo surge na nossa cabeça bem antes de realmente precisar: "Tenho que comprar roupas que vão me servir". A verdade é que demora um pouco até que suas roupas não te sirvam mais, no meu caso, demorou uns 4 meses. Cada uma lida com a situação de uma forma, e depende muito também de vários aspectos. Aqui em casa estávamos passando por vários momentos críticos financeiros e eu não podia simplesmente renovar meu armário com "roupas de grávida". Então aqui vão algumas dicas se você assim como eu não está podendo se dar ao luxo:


- O melhor amigo da grávida é o Vestido! - 

A primeira coisa que vai parar de servir são as calças e shorts jeans (Ok, isso também varia de grávida pra grávida, eu to falando de forma ampla). Até aqui, ainda temos coisas no armário que cabem, como aquelas calças legging, os vestidos, os shorts de tecido, saias e etc. A verdade é que muitas dessas coisas você ainda vai poder usar até quase o fim da gravidez. O que acontece é que os vestidos por exemplo podem ficar curtos demais por causa da barriga. Ou aquela calça legging ser um tanto quanto justa. 
Espere o momento certo de sair pra comprar roupas novas. Você vai sentir quando as peças do armário começarem a ficar escassas. Mas não se desespere. Quando chegar nessa fase compre VESTIDOS. A gente não vai estar grávida pra sempre, certo? De que adianta comprar um mundo de roupas específicas pra grávida que depois que o barrigão sumir não teremos onde enfiar? Então os vestidos são a melhor opção em todos os aspectos. É algo que você vai poder continuar usando normalmente depois que o neném nascer. Mas não se iluda, não é qualquer vestido que vai caber, tem que experimentar!! Principalmente quando a barriga ficar enorme! E na pior das hipóteses e fizer muito frio, nada que um casaquinho por cima e uma meia calça de grávida (que costuma vender em lojas comuns e não só nas específicas pra grávidas) não resolvam. E, além disso, eles são extremamente versáteis pra qualquer ocasião.


"Não achei uma loja específica pra grávidas!"

Realmente esse tipo de loja não está em todos os lugares e é um pouco difícil de encontrar mesmo. Teve um momento que eu pensei "como eu queria usar uma calça jeans"! E aí? Aí que eu saí pra comprar mais uma calça legging pq eu não tinha esperança alguma de achar uma calça jeans de grávida na minha cidade. Rodei a tudo, mas não estava achando nada, nem mesmo vestidos que não ficassem curtos e claro que não custassem o olho da cara. Por último pensei em ir ao shopping naquelas lojas de departamento tipo "Leader, Riachuelo e etc" e pra minha surpresa elas tem uma sessão para grávidas. Vocês não podem imaginar a minha felicidade ao ver uma calça jeans E o que é melhor: por um preço bom!
"Mas Lis, aqui na minha cidade não tem loja de departamento e nem loja de grávida!". Uma coisa que eu também descobri é que existem GRUPOS de grávidas da minha cidade no facebook! Muitas grávidas usam esses grupos pra vender coisas pra outras grávidas incluindo as famosas "roupas de grávida", e o que é melhor, por um preço baixíssimo ou até mesmo fazendo trocas ou doações <3 É ou não é um amor? E mesmo que esses grupos não existam, procure uma mamãe próxima a você! Não tenha medo de fazer amizade com outras grávidas ou mamães que acabaram de parir. É nesse momento que nos sentimos tão sozinhas que precisamos dar as mãos pra aquelas que vão nos entender melhor.


Beijos, barrigudinha :*

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Por Mim - Sentido

ta tudo igual lá fora, mas aqui dentro eu já não sei. achava que sabia, que tinha controle da situação. já não sei. ta tudo igual lá fora, mas aqui dentro, um turbilhão. talvez seja pq você veio pra mudar. veio pra me mudar e girar meu mundo de cabeça pra baixo, sacudir tudo e confundir. talvez seja pq lá fora está mesmo tudo igual, mas aqui dentro, tem você. aqui dentro sou eu e você. como pode ser eu e você juntos numa coisa só? eu não sabia que alguém tinha poder de mudar tudo em mim. logo eu! principalmente alguém como eu! tão pequeno com tanto, mas tanto poder sobre mim. sabe, pequeno? por enquanto eu ainda não sei. mas eu vou descobrir. por você e por mim. eu não te prometo um mundo melhor, mas prometo o meu melhor pra mudar o mundo. sabe, pequeno, lá fora está tudo igual, mas não tem importância pq você está aqui. lá fora o mundo está um caos e você nem sabe, mas vai descobrir. e eu vou estar aqui. pq não importa o quão lá fora você esteja, vai estar sempre dentro de mim.

E.d.A.M.


Diário de Grávida - Ansiedade e a escolha do Médico

Oi, pessoal,

Hoje: 24 sem e 5 dias  ♥  6 meses
Previsão: 2 de março

A ansiedade anda me corroendo. Não que isso seja uma novidade, sempre sofri disso e não ia ser agora que essa minha velha amiga iria me dar um descanso, não é mesmo? Ao mesmo tempo que do lado de fora as coisas andam bem devagar, aqui dentro o furacão Elisa está comendo solto. É incrível como a ansiedade faz tudo parecer um monstro enorme prestes a me devorar. Assuntos bobos como a cômoda do quarto do neném viram um tabu (rs) e aí fico me controlando pra não pensar agora em coisas mais séries como amamentação e parto normal. Você vê, são 6:53 da manhã e ainda não dormi, nessas horas você descobre quantos pensamentos aleatórios conseguem surgir em menos de 3 segundos, é assustador.



Mas vamos falar de coisas boas, né? A fase "das trevas" chamada outubro felizmente passou. Achei que o mês ia durar pra sempre. Se eu pudesse definir o pior mês, diria que outubro já ganhou de lavada e eu nem preciso viver os próximos pra falar. Finalmente estou conseguindo respirar mais leve. 
Consegui vaga com uma médica ma-ra-vi-lho-sa de Niterói, o que parecia ser a tarefa mais impossível da vida, já que o meu plano de saúde aparentemente está falindo e devendo fortunas aos médicos (?????). Desde o começo da gravidez eu já sabia que era o melhor a ser feito, já que Cabo Frio está vivendo o pior momento desde que eu me lembro: Hospitais fechando as portas, servidores em greve, escolas encerrando atividade por falta de pagamento, todas as pistas com crateras enormes, o prefeito precisando ser internado numa clínica pra loucos, ou seja, ter o meu filho aqui não é opção. Já cruzei todos os dedos das mãos e dos pés pra que essa situação melhore quando outro prefeito entrar. 



Mas como eu estava dizendo, já passei por três médicos diferentes, e ela de longe é a melhor coisa da vida (não que os outros sejam tão terríveis assim, mas colocando lado a lado pra comprar... entende?). Só tive uma consulta, mas sério, já posso afirmar. Não tem coisa melhor que você ser atendida por um médico que te olha, te examina, te escuta, responde pacientemente todas as suas dúvidas, faz milhões de perguntas e tudo isso com toda simpatia do mundo ♥, tem? Mas como nada pode ser perfeito nessa vida ganhei a notícia de que na data prevista para o meu parto ela estará fora do Brasil... Ou seja. Como não sou maluca nem nada, continuo com o médico que eu mais gostei daqui, para casos de emergências e etc. Mas a dica que eu dou é: se você tem a chance de pesquisar bastante o seu médico antes de fixar em um, faça. Pois é muito importante que você se sinta feliz com quem vai cuidar de você durante toda a gravidez e fazer seu parto. E principalmente alguém que respeite suas opções e que te trate como um ser e não um número na sala de esperas. A cultura da cesária no Brasil é absurda (clica aqui pra saber mais sobre isso) e os médicos dificilmente fazem parto normal por motivos de: "Hoje, a opção por este tipo de parto se dá por ser mais conveniente para os médicos, que podem se programar para a cirurgia em vez de receber uma ligação inesperada no meio da noite e ter de passar horas acompanhando o trabalho de parto. Da mesma forma, um mesmo médico pode realizar várias cesarianas em um mesmo dia, o que as torna mais lucrativas que o parto normal." 


Ou seja, achar um médico que te pergunte: "Você vai querer parto normal ou cesária?" é um milagre daqueles, se agarre nele e não solte mais, ok? (ps: apesar de achar lindo, eu nunca cogitei fazer o parto humanizado, mas isso fica para um novo post, certo?)
Enfim, gente, pra resumir, pois já falei demais, as coisas finalmente estão se acertando, e eu vou aprendendo a lidar com meus sentimentos e minhas agonias um pouquinho todo dia, não é fácil mas tem que acontecer, mesmo que a passos lentos. O tombo é inevitável mas tem que levantar, por mim e por minha coisinha pequena aqui dentro.


Beijo, barrigudinha :*

domingo, 6 de novembro de 2016

'Terrible Two' por Stheffany Nering

Uma amiga minha me marcou nesse texto e eu preciso passar pra frente pois considero que todas as pessoas do mundo deveriam ler:

'Terrible Two'

Autora Stheffany Nering

O "chilique" acontece por quê? 
Não dá pra vir com essa de "é a toa" ou "é sem motivo" porque a única chance de isso ser verdade é se seu filho for sociopata. É uma suspeita que alguma mãe tem, por acaso? Alguém acha que tá criando um pequeno psicopata em casa? Nem tem como fechar esse diagnóstico tão cedo, mas é o único tipo de caso em que a criança faria coisas assim premeditadamente sem motivo nenhum.
Em geral, a resposta sincera é "eu não sei" e a gente normalmente não sabe porque não estava prestando atenção nos vários sinais que a criança deu antes de explodir. Não porque a gente é ruim ou má mãe, mas porque é ocidental, brasileira, vive em 2014 e nossa cultura é de ignorar crianças pequenas e impor que elas existam de acordo com a nossa conveniência
É como quando vem aqui uma mãe de bebê recém nascido, fala que o bebê chora muito, a gente diz pra pegar no colo, pra colocar o bebê no sling. Aí a mãe responde "mas eu fico com ele no colo o dia todo". Não, não fica! Não fica porque essa mãe não é uma aborígene do interior da Naníbia, não cresceu na Mongólia, não é índia da reserva do Xingú! Ela é ocidental, brasileira, vive neste século e não 1000 anos atrás. E as brasileiras não pegam o bebê por muito tempo no colo, pegam mais que as alemãs com certeza, mas não pegam muito tempo porque "tem coisa importante pra fazer". Fez sentido o exemplo?
Culturalmente a gente não presta atenção na criança. A gente cala o choro do recém nascido com chupeta e remédio. Ignora as tentativas de comunicação deles. Finge que não viu. Exige deles mais flexibilidade do que a gente mesmo é capaz. E passa por cima das necessidades deles "só dessa vez" que na verdade acaba sendo todo dia. Eles chamam e a gente diz "só um pouquinho" e esquece de ir. A gente senta pra brincar com eles, mas não tá ali de verdade. Porque tem milhões de coisas para fazer. E quando finalmente senta pra brincar se liga que nem tem tanta conexão com o filho assim, começa a mostrar como "tem que brincar" e ainda fica indignada quando a criança perde o interesse.
E aí, quando o negócio explode a gente não sabe da onde veio! E aí qual a explicação dada culturalmente? Que ele tá tentando te manipular, mandar em você, que não tem limites, que acha que pode fazer o que quiser.

Bem-vinda à contradição da maternidade ocidental!

Porque o "chilique" é o quê, na verdade? 
É uma desorganização neurológica temporária

Vamos falar de cérebro!Existem 3 partes de cérebro (ou pelo menos em termos de comportamento é assim que importa a divisão): o cérebro reptiliano, o sistema límbico e o neocortex.

Um bebê nasce com o reptiliano completamente desenvolvido. Ele é responsável pelos comportamentos involuntários que nos fazem sobreviver. É responsável por garantir que sobrevivamos. É ele que dispara o choro do recém nascido quando deixamos ele no berço, porque bebê ficar sozinho foi risco imediato à sobrevivência por muito tempo na história da humanidade. O instinto de sobrevivência atua aqui! Lutar ou correr, ou então paralisar numa situação difícil. Tudo regido por essa parte do cérebro. E aqui não há nenhum tipo de pensamento racional! Quando você, adulto, perde a cabeça é pra cá que você vem! E aqui não é possível analisar consequências, repensar escolhas, aqui não há raciocínio, só há ação. Um adendo: essa parte é quem vai reger o trabalho de parto, ato puramente fisiológico. Interessante, né?

O sistema límbico concentra emoções. Em geral se desenvolve quase totalmente até os 5 anos, com pico de desenvolvimento onde, onde, onde? No Terrible Two!!! E tem um outro pico na adolescência (qualquer semelhança, aliás, não é mera coincidência). Aqui vem uma enxurrada de emoções e sentimentos em reação ao que acontece, às experiências vividas. E, claro, da mesma forma como pra andar o bebê cai muitas vezes, aqui ele "erra a medida" muitas vezes. Ele tem muito pouca experiência de vida pra conseguir medir do jeito certo como reagir e muito pouco controle sobre essas emoções todas ainda, então a coisa sempre parece exagerada aos nossos olhos. Parece exagerada pra gente, cujo sistema límbico tá bem treinadinho já! As conexões aqui ainda estão sendo feitas e elas são reforçadas a partir das experiências diárias. Como isso acontece depende de como eles serão ensinados a lidar com essas emoções. Da mesma forma como pra aprender a andar é necessário prática. E, claro, uma criança com 1/2/3 anos de idade não tem quase nenhum controle sobre as próprias emoções, é uma enxurrada que toma ela de repente, o controle vem com o passar dos anos. E é por isso que crianças de 7 anos não fazem isso! Ou pelo menos, não do mesmo jeito que uma criança de 2 anos. Qual foi a última criança de 7 anos que você viu esperneando no chão do supermercado?


Você precisa conhece o 'Criar e Crescer'

Boa tarde, barrigudinhas. Como estão?

Hoje vim apresentar um canal que conheci esta semana. Quando eu e Gio paramos pra perceber, estávamos devorando todos os vídeos em um dia e eu estou apaixonada pelo projeto. Sabe todas aquelas dúvidas que surgem na cabeça? Pois é. Eles respondem de forma clara, objetiva e em vídeos bem curtinhos. E não é só pra quem vai ser pai e mãe de primeira viagem não, os já experientes com certeza podem tirar proveito desse guia virtual! O blog é recente, está desde 2015 no ar e o canal também possui poucos inscritos mas o conteúdo está recheado de informações que você com certeza vai precisar. Eu estou falando do 'Criar e Crescer'!


"Liderados pelo casal Caroline e Cristhiano, os pais do Gael, e em parceria com o pediatra Daniel Becker, queremos conversar com vocês sobre infância, maternidade, paternidade e a importância de sermos pais dos novos tempos. Nosso objetivo é trazer textos e vídeos com entrevistas, relatos de histórias, testemunhos e debates diversos. Sempre buscando gerar conhecimento de boa qualidade, ampliando o contexto dos temas, com um olhar aberto, propiciando menos “manuais e dicas” e mais reflexão."

O Blog também possui dicas e informações sobre comportamento, saúde, viagens, culinária, amamentação, adultização, consumismo, terapias alternativas e por aí vai! Pra falar a verdade foi muito difícil separar só alguns vídeos pra colocar aqui. Não há um vídeo com um tema que você pense "ah, posso pular". Cuidado, pois é viciante:




















Um beijo, Lis.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Quem é essa tal de Lis?

Oi! Essa tal de Lis sou eu e esse post aqui pra você me conhecer melhor e entender o intuito do blog. Eu sei que aqui não tem ninguém interessado na minha vida pessoal, mas vou resumir o que interessa:

Meu nome é Elisa de Assis, tenho 25 anos, casada há dois e engravidei sem planejar absolutamente nada. Hoje estou completando 24 semanas de gestação (o que seria a primeira semana do 6 'sexto' mês),  um menino que eu já amo e que se chama Gael (o pai ainda não aceitou muito o nome e colocou na cabeça que é "nome argentino", é irlandês na verdade ou de origem judaica, mas não escolhi pelo significado e sim pq eu acho bonito. Ps: Giovanni queria "Enzo"). Sou de Cabo Frio - RJ, quase me formei em Design de Moda mas não me adaptei na cidade grande, o sonho ainda continua. No momento estou desempregada. Feminista, óbvio. Pra quebrar um pouco essa história de que feminista não engravida. A favor do aborto (apensar de como vocês podem ver, escolhi por não fazer um). Não tive nenhuma complicação, graças a deusa meu filho está saudável e eu também. Mas tenho enfrentado problemas de muita muita muita ansiedade. Enfim... vocês vão me conhecer melhor ao longo dos posts.

O intuito do blog, além de ser uma válvula de escape pra tentar aliviar tudo isso e extravasar todo o universo louco que é estar grávida, é conhecer novas mamães que estejam em situações parecidas ou que já tenham passado por isso, ajudar com informação, receber informação, enfim, tudo o que puder sair de bom daqui! Já pensei milhões de vezes em ter um canal no youtube, até tentei ter um pra falar de uma outra paixão, mas não consigo. Adoro escrever e fazer textão, então, vim parar aqui mais uma vez.

É isso pessoal.. num resumo, do resumo, do resumo.. rs 


Beijos, barrigudinhas!

Você precisa conhecer a Hel Mother!

Eu não sei vocês, mas eu ADORO ver vídeos no youtube. Já fazem muitos anos que eu não assisto TV aberta, e por considerar um luxo desnecessário, nem a fechada a gente paga mais aqui em casa (saudades History Channel e Cake Boss). Tudo é feito pelo computador. A única coisa que vale a pena pagar ultimamente, na minha opinião é o Netflix. Mas enfim, o youtube é uma ferramente extremamente útil e tem muita informação maravilhosa ali <3 Uma dessas coisas maravilhosas é a Hel Mother! No começo eu achei o nome estranho, mas logo no primeiro vídeo já me encantei. Passei até pra amigas que não estão grávidas e elas adoraram também.

A Hel Mother na verdade se chama Helen Ramos (jornalista) e é uma moça muito fofa porém sem papa na língua pra falar de maternidade. Na minha opinião, uma pessoa extremamente sensata mas que fala as coisas de maneira aberta, engraçada e "sem caô" como diz a própria descrição do canal.



Separei alguns dos vídeos que eu mais gosto pra compartilhar com vocês, mas é só clicar no nome dela pra entrar no canal e saborear outros também maravilhosos! Vem se apaixonar:











Beijos, barrigudinhas!

A Culpa é das Grávidas

(Lembrando que esse texto NÃO está se referindo a 100% das grávidas do mundo, ok?)

Se tem uma pessoa nesse mundo que carrega a culpa, essa pessoa está grávida. As coisas começam lentas, mas quando você menos esperar já estará se sentindo culpada por ter comido um chocolate, por ter esquecido o repelente ou por ter dado um gole no refrigerante. Parece absurdo, mas é. A neura já é introduzida na nossa cabeça desde o primeiro momento que nos descobrimos grávidas. Esses dias assisti um vídeo onde o médico dizia "quando nasce um bebê, nasce junto uma plantação de palpiteiros". EU já diria assim "Nasce a grávida, nasce uma plantação de palpiteiros". Desde os primórdios da gravidez somos julgadas e tem sempre mais um pra jogar mais um pesinho no saco de culpa que a gente já carrega nas costas. 

As frases que ouvimos são infinitas e quando você pensa que já ouviu tudo, aparece mais uma. E isso pode vir da sua mãe, do seu marido, da outra grávida, da sua amiga, da vizinha ou da moça do ponto de ônibus. Por que as vezes parece que grávida na verdade é propriedade pública!



Tudo começa quando a gente descobre e corre pra internet pra pesquisar. Por que não, não é mesmo? Logo na primeira pesquisa nos deparamos com o famoso "GRÁVIDA PODE?", se você for uma boa grávida parece que é necessário que você ande com a 'bíblia de bolsa das barrigudas'. Acredite, a partir desse momento, tudo o que a gente vai fazer vira um verdadeiro questionário de "posso?". As coisas mais simples da vida começam a aparecer na sua cabeça com aquela interrogação enorme: "Será que eu posso espirrar? Ou fazer força pra fazer cocô?". 



Como se já não bastassem todas as suas dúvidas existenciais de recém grávida, como se os enjoos  e vômitos não fossem suficientes, os palpiteiros começam a se reproduzir de forma extraordinária, Piscou, nasceu um palpiteiro! Os seus hormônios estão uma loucura, os médicos dizem que é como se fosse uma TPM constante, mas acredite, metade do mundo vai vir te lembrar que você está grávida (como se você conseguisse esquecer por meio segundo) e que você não pode sentir qualquer coisa que seja, pois afinal das contas o seu filho sentirá também. E não importa o que esteja acontecendo na sua vida, alguém vai te apontar o dedo por estar chorando ou com raiva ou nervosa ou se sacudindo de tanto rir. Alguém diz pra essas pessoas que elas não estão ajudando?

"Hein, aqui, mas não chora, você vai fazer mal pro bebê! Não pegue essa caixa, é pesado! Vai fazer mal pro bebê! Não se abaixe, pode acontecer alguma coisa. Essa roupa não está muito apertada? Vai fazer mal pro bebê! Gravidez não é doença, vai faltar o trabalho de novo? Você vai tomar esse copo de refrigerante, mas você está grávida! Não se estressa, vai fazer mal pro bebê! Essa barriga não está muito perto do fogão? Sexo? Mas e o neném?" 

A lista segue ao infinito............



Você que está grávida, vem cá, me dá a mão e me escuta! Eu estou aqui pra te dizer que ESTÁ tudo bem! Pior que sentir é sentir e tentar reprimir. Sentimentos não se escolhem, acontecem, e se você não for um robô, você vai sentir. E não se preocupe com isso. Não estou aqui pra te dizer que o seu filho não vai sentir, ele não entende o que está acontecendo mas sim, respinga nele, não da forma como as pessoas dizem, mas ele vai sentir alguma coisa. O que não dá é parar de viver e se trancar numa redoma de vidro por "9 meses". A vida está aí com seus altos e baixos, seus hormônios estão fazendo a maior festa que você ainda nem foi, e não tem como simplesmente não sentir! Se tiver que chorar, chore. Se tiver que rir, ria! Se tiver que gritar pra extravasar, sério, grite! Mas não tranque todos esses sentimentos na sua cabeça, vai ser mil vezes pior.  Ok????? OKAY!



Amiga grávida, os palpiteiros não vão embora, pelo contrário, quando o neném nascer a tendência é que surjam ainda mais e que os que já existem tomem anabolizantes, mas existem pessoas no mundo que te entendem e estão ali por você! Eu sou uma dessas pessoas e esse é o intuito desse blog! Ser realista e tentar ao máximo te ajudar sem te julgar. Pois estamos todas juntas nessa e não vai ser fácil...

Um beijo, barrigudinha!